REGIÃO CENTRO-OESTE
Informações Gerais
O SANTUÁRIO
PARADISÍACO
São vários os portões de entrada para a descomunal
floresta úmida brasileira. Uma das melhores alternativas é
um santuário ecológico inigualável: o Pantanal mato-grossense,
localizado nos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, e que faz
fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Com 230.000km2, quase do
tamanho da Grã- Bretanha. Reino de milhões de espécies
de árvores, plantas, aves, felinos, ofídios, répteis
e insetos.
PREPARE O SEU CORAÇÃO
O Parque Nacional do Pantanal mato-grossense é a opção
ideal para quem deseja o contato íntimo com a natureza e o isolamento
da agitação das cidades modernas. Escolha, por onde você
deseja chegar e se entregue à aventura em uma região que,
há 400 milhões de anos, teria sido um mar interior, separado
do oceano por cadeias de montanhas.
UMA FARTURA DE PEIXES
Poucas regiões do mundo oferecem tamanha quantidade de peixes como
o Pantanal. São cerca de 240 espécies. Piranhas, pacus,
dourados, jaús e pintados. Mas, atenção: a pesca
só é permitida entre os meses de fevereiro e outubro. Para
praticá-la, apenas com o uso de vara, é obrigatório
tirar licença. E não se esqueça: cada pescador tem
direito a fisgar no máximo 30kg de peixe.
CAÇA
É proibido caçar no Pantanal. Limite-se a observar uma população
animal estimada em cerca de 600 mil capivaras, 35 mil veados-campeiros
e 35 mil cervos do pantanal, que convivem com 10 milhões de jacarés,
80 espécies de mamíferos e 50 espécies de répteis,
entre eles sucuris de até 8m de comprimento. Exagere nas fotografias.
PENAS E PLUMAS
Acorde com o canto de milhares de pássaros que são despertados
por um sol inenarrável. Embarque para um passeio em mansas águas
para contemplar cerca de 650 espécies de aves, entre as quais se
destacam garças, biguás, quero-queros, emas, gaviões,
beija-flores e o imenso tuiuiú, o símbolo do Pantanal. Uns
dos mais preciosos redutos da vida animal do Planeta estão no Pantanal,
preservadas mais de 6.000 araras-azuis,inexistentes nas outras regiões
do País.
O PANTANEIRO
Parceiro da amplidão, o homem do Pantanal convive com os ciclos
do rio Paraguai, que durante a época da cheia, entre os meses de
outubro e abril, cobre grande parte de seus 230.000km2. De alma religiosa,
profundos conhecedores das ervas e de rezas, comungam da convivência
com a fauna e a flora e de uma profissão comum. A maioria é
vaqueiro das grandes fazendas que, juntas, somam uma manada bovina calculada
hoje em mais de 6 milhões de cabeças. Peões de grande
habilidade são atores de um espetáculo improvisado, que
merece ser apreciado: a perseguição e captura do boi selvagem.
Que mistura habilidade no laço e extrema perícia na condução
do cavalo.
AS TERRAS BAIXAS DO NORTE
Anteporta da Amazônia, as regiões norte e noroeste do Pantanal
apresentam uma vegetação semelhante à amazônica.
Em Poconé, o viajante encontra empresas especializadas em excursões,
que oferecem passeios de barco pelos rios Corumbá e São
Lourenço a partir de Porto Cercado. A fauna e a flora são
exuberantes, as palmeiras se alongam. Navegue pelo rio Paraguai, em passeios
que chegam a durar 8h.
HOSPEDAGEM
As alternativas são inúmeras. Existe uma grande quantidade
de hotéis, pousadas e barcos-hotéis. Confortáveis
e adaptados ao meio ambiente. Os estabelecimentos oferecem barcos a motor,
comandados por pilotos experientes para permitir aos pescadores cômodo
acesso às regiões mais piscosas, e câmaras frigoríficas
e freezers para acondicionar a pesca. Além disto, inúmeros
hotéis dispõem de cavalos para passeios.
PRECAUÇÕES
Região de clima tropical quente e semi-úmido, com temperatura
média anual de 24ºC, o Pantanal exige cuidados. Na bagagem,
nada de roupas escuras. Roupas leves, em tecidos de algodão, são
imprescindíveis. Chapéu e filtro solar são indispensáveis.
Não se esqueça de levar um cantil para beber água.
Caso você pretenda acampar, é aconselhável dispor
de um fogareiro. Cuidado: fazer fogo na selva requer atenção,
para não provocar uma queimada. Para caminhadas, o recomendável
são as botas de trekking ou tênis confortáveis.
PIRANHAS
Peixes que transformados em sopas são um prato extremamente saboroso,
as piranhas constituem-se um perigo para quem se aventurar nas mansas
águas pantaneiras. Apesar de nem todos os rios esconderem esses
exemplares carnívoros, é fundamental saber em que locais
eles proliferam. Informe-se, antes de mergulhar, com os experientes guias
existentes nos meios de hospedagem. Em terra firme, também se escondem
riscos: bois selvagens, porcos do mato, cobras e onças. Evite passear
sem a companhia de um guia.
AS CAPITAIS DO PANTANAL
Ao norte, em Mato Grosso, Cuiabá foi, no Século XVIII, importante
centro da antiga rota do ouro. Atualmente, é um importante pólo
agropecuário e centro de estudos e pesquisas ecológicas.
Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, é uma cidade pequena,
com ruas largas e alamedas arborizadas. Pólo agro-pecuário,
a cidade possui uma importante casa de cultura, o museu Dom Bosco, onde
estão expostas coleções etnográficas, de aves,
de peixes e de répteis.
COMPRAS
Nas principais cidades no entorno do Pantanal vende-se artesanato em barro,
couro e madeira. Em Corumbá, cidade próxima à Bolívia,
dê preferência às tapeçarias e aos objetos de
prata e de lã criados por índios bolivianos. Também
em Corumbá encontra-se artesanato dos índios brasileiros
kadiwéu, que vendem cerâmicas e peças em madeira e
em fibra de carandá. Em Coxim, área que já foi dominada
por índios caiapó, o artesanato regional é encontrado
na Casa do Artesão.
BRASÍLIA
Brasília, a capital criada no centro do país em 1956, foi
um marco na história do urbanismo. O urbanista Lúcio Costa
e o arquiteto Oscar Niemeyer entendiam que cada elemento - a partir da
disposição dos bairros residenciais e administrativos (muitas
vezes comparada com a forma de um pássaro em voo) à simetria
dos edifícios em si deviam estar em harmonia com o conjunto da
cidade design. Os edifícios oficiais, em particular, são
inovadores e imaginativos.
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