A arquitetura dos Emirados reflete os costumes e estilos de vida das
pessoas locais. Os recursos eram limitados e o meio ambiente áspero.
Materiais de construção eram simples, mas maravilhosamente
adaptados às demandas do dia-dia e ao clima. Tendas portáteis
proporcionavam abrigo durante as andanças das tribos no inverno.
Durante o verão, as casas eram um ‘arish’ feito de
folhas de palmeiras. ‘Os arish eram comuns na pesca costeira e
em estabelecimentos comerciais. No interior do país, as casas
mais permanentes foram construídas de pedra guss (uma mistura
de barro feita em blocos) e cobertas com folhas de palmeiras. Corais
fossilizados, cortados em blocos, eram ligados com sarooj (uma mistura
de argila vermelha iraniana e estrume de animais), ou uma mistura de
cal derivada de conchas, e rebocada com giz e água, amplamente
utilizada nas regiões costeiras.
A prosperidade econômica
e a explosão populacional dos Emirados foram trazidas pela enorme
injeção de capital vinda das receitas do petróleo
que impactaram o país social e culturalmente, produzindo um aumento
na demanda por prédios públicos e casas privadas. Os designs
modernos, os materiais de construção e a tecnologia rapidamente
substituíram a arquitetura nacional, logo transformada em museus
e centros históricos. Em muito pouco tempo, modernos arranha-céus
alteraram a paisagem urbana. Prédios tecnologicamente inovadores
transformaram-se em uma característica das grandes cidades do
país. Atualmente, existe uma preocupação em se
dar continuidade à cultura, usando-se elementos da antiga arquitetura
no design dos novos prédios assim como um esforço em se
preservar os prédios antigos.